quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Lectio Divina


Método Leitura Orante

Esquema detalhado
Antes de tudo, colocar-se à luz do Espírito de Deus e pedir sua ajuda.
Depois, seguir os quatro degraus da Leitura Orante da Bíblia:
Leitura, Meditação, Oração, Contemplação.
1º - Leitura
 O que o texto diz?
A leitura é o primeiro passo, ou degrau da Leitura Orante da Bíblia. Ler na Biblia, reler, tornar a ler, cada vez mais, conhecer bem o que está escrito, até assimilar o próprio texto; respeitar o texto tal como ele é, sem interpretações precipitadas, sem achar que já conhece esse texto. A Sagrada Escritura é como uma fonte de água. A cada instante brota uma água nova que não é a mesma água do segundo anterior. É como um copo de água que você bebe. Só se bebe aquele copo d’água uma vez na vida. Assim cremos que seja a Palavra de Deus é sempre nova e atual. Ao ler o texto da Escritura, fazê-lo com o respeito de quem se encontra pela primeira vez. Estar atento para as palavras, as repetições, o jeito como está escrito, quem aparece no texto, em que lugar, o que fazem, o que falam... Muitas vezes precisaremos lançar mão de algum subsídio que ajude a entender o texto e o seu contexto histórico/social; usar estudos, dicionários bíblicos, livros, a ciência, a teologia e outros meios. De acordo com Dt 30,14 -“A Palavra está muito perto de ti: na tua boca” - é chegar perto da Palavra de Deus; a Palavra está na boca. Aqui descobrimos o que o texto diz em si mesmo.
2º - Meditação
O que Deus está me falando?
A meditação é o segundo degrau. Depois de ouvir e ler a Sagrada Escritura, de assimilá-la criativa e ativamente, vamos usar a imaginação, palavras, a repetição mental ou oral de uma palavra, uma frase, um versículo. Repetir de memória, com a boca, o que foi lido e compreendido. Vamos ruminar até que, da boca e da cabeça, passe para o coração. Já não é mais só o que o texto diz, mas o que esta palavra está dizendo hoje, o que me diz concretamente dentro da realidade em que estamos vivendo. O que Deus falou no passado e o que está falando hoje, através deste texto? É uma forma simples de meditação, um jeito de saborear o texto com cores e cheiros de hoje, da nossa realidade. “A Palavra está muito perto de ti: na tua boca e no teu coração”.
Questionamentos: O que o texto me diz? (Ruminar, trazer o texto para a própria vida e a realidade pessoal e social.)
3º - Oração
O que o texto me faz dizer a Deus?
A meditação nos faz subir o terceiro degrau. A leitura e meditação se transformam em um encontro mais direto, íntimo e pessoal com Deus. Entramos em diálogo, em comunhão amorosa com Deus. Respondemos a Deus, pedimos que nos ajude a praticar o que a sua Palavra nos pede. O texto bíblico e a realidade de hoje nos motivam a rezar. O terceiro passo é a oração pessoal que pode desabrochar em oração comunitária, expressão espontânea de nossas convicções e sentimentos mais profundos. “A Palavra está muito perto de ti: ... no teu coração”.
(Rezar – suplicar, louvar, dialogar com Deus, orar com um salmo...)
4º - Contemplação
Qual o meu novo olhar? A partir da Palavra.
É o transbordamento do coração em ação transformadora. “Para que ponhas em prática” (Dt 30,14). Contemplar não é algo intelectual, que se passa na cabeça, mas é um agir novo que envolve todo nosso ser. É contemplativa a pessoa que tem o “jeito novo” de ser, viver, ver e assumir a vida, conforme o projeto daquele que é o nosso único Mestre e que nos diz: “Vocês são todos irmãos” (Mt 23,8). A Leitura Orante se torna uma atitude continuada no dia-a-dia por uma ação transformadora – pessoal, comunitária, social, mundial.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Angelus, 4 de novembro


ANGELUS 

Praça de São Pedro
Domingo, 4 de novembro, 2012

Queridos irmãos e irmãs!

O Evangelho deste domingo (Mc 12, 28-34) nos propõe o ensinamento de Jesus sobre o maior mandamento: o mandamento do amor, que é duplo: amar a Deus e amar ao próximo. Os Santos, que recentemente celebramos todos juntos  em uma única festa solene, são aqueles que, confiando na graça de Deus, buscam viver segundo esta lei fundamental. De fato, o mandamento do amor pode colocá-lo em prática plenamente somente quem vive uma relação profunda com Deus, assim como a criança se torna capaz de amar a partir de um bom relacionamento com sua mãe e seu pai.
São João de Ávila, que recentemente proclamei Doutor da Igreja, assim escreve ao inicio do seu Tratado de Amor a Deus:  "A causa - diz - que mais impulsiona o nosso coração ao amor de Deus é considerar profundamente o amor que Ele teve por nós... Isto, mais do que os benefícios, leva o coração a amar; porque aquele que faz ao outro um beneficio, lhe dá alguma coisa que possui; mas aquele que ama, se doa com tudo o que tem, sem que lhe sobre algo a dar" (n.1). Antes de ser uma ordem - o amor não é uma ordem - é um dom, uma realidade que Deus nos faz conhecer e experimentar, para que, como uma semente possa germinar também dentro de nós e se desenvolver em nossa vida.
Se o amor de Deus deixou raízes profundas em uma pessoa, esta é capaz de amar até mesmo quem não merece, assim como Deus faz conosco. O pai e a mãe não amam os filhos somente quando eles merecem: os ama sempre, mesmo quando naturalmente faz com que eles entendam que estão errados. De Deus aprendemos a querer sempre e somente bem e nunca o mal. Aprendemos a olhar o outro não somente com os nossos olhos, mas com os olhos de Deus, que é o olhar de Jesus Cristo. Um olhar que vem do coração e não permanece na superfície, vai além das aparências e consegue captar os anseios profundos do outro: de ser escutado, de uma atenção gratuita; em uma palavra: de amor. Mas se verifica também o percurso inverso: que abrindo-me ao outro assim como ele é, indo ao seu encontro, tornando-me disponível, eu me abro também para conhecer a Deus, para sentir que Ele existe e é bom.
Amor a Deus e amor ao próximo são inseparáveis e estão em relação recíproca. Jesus não inventou nem um nem outro, mas revelou que estes são, no fundo, um único mandamento, e o fez não apenas com palavras, mas, sobretudo, com o seu testemunho: a própria Pessoa de Jesus e todo o seu mistério encarnam a unidade do amor a Deus e ao próximo, como os dois braços da Cruz, vertical e horizontal. Na Eucaristia Ele nos doa esse duplo amor, doando-Se a Si mesmo para nós, para que, nutridos deste Pão, nos amemos uns aos outros como Ele nos amou.
Queridos amigos por intercessão da Virgem Maria rezemos para que todo cristão saiba mostrar a sua fé no único verdadeiro Deus com um testemunho claro de amor ao próximo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Testemunho para todos os jovens


          A Jovem Chiara Luce Badano 


Foram necessários apenas 25 minutos para que a jovemChiara "Luce" (Luz) Badano desse um "sim" definitivo e irrevogável a Jesus. A postura decidida da jovem alcançou um de seus frutos mais importantes no sábado, 25. Foi nesse dia que a Igreja proclamou oficialmente a italiana como Beata, a primeira integrante doMovimento dos Focolares a alcançar esse reconhecimento – a jovem era extremamente ativa no Gen (Geração Nova), setor juvenil do Movimento. Participaram da cerimônia milhares de pessoas, de mais de 40 países dos cinco continentes.
Os pais de Chiara, Maria Teresa e Ruggero Badano, casaram-se com 26 anos, mas tiveram que esperar 11 até que tivessem um filho. "Mas percebemos logo que não era filha apenas nossa, era, antes de tudo, filha de Deus, e como tal a devíamos educar, respeitando a sua liberdade", conta Maria Teresa.

Foi com nove anos e meio que Chiara conheceu o Gen e, ao mesmo tempo, que Deus é amor. "Foi um momento fundamental para a vida de Chiara", testemunha Ruggero.

O início da caminhada mais íntima de Chiara rumo ao seu Esposo Jesus, como gostava de chamá-Lo, começou em 1989, quando estava prestes a completar 18 anos. Ela enfrentou o diagnóstico de um osteosarcoma, tipo de câncer nos ossos, após sofrer uma forte dor nas costas durante uma partida de tênis.

A propósito, ela era uma "esportiva por excelência" e gostava de patinação, montanhas e mar, como lembra sua mãe. "Era uma menina cheia de vida: gostava de rir, cantar e dançar. Era uma jovem maravilhosa", complementa.

"Chiara, não tenha medo de dizer-lhe o seu sim, momento por momento. Ele lhe dará a força, esteja certa disso! Eu também rezo  e estou sempre aí com você. Deus lhe ama imensamente e quer penetrar no íntimo da sua alma e fazer com que você experimente gotas de céu. 'Chiara Luce' ('Clara Luz') é o nome que escolhi para você. Você gosta? É a luz do Ideal que vence o mundo. Eu o mando a você junto com todo o meu afeto...", escreve a fundadora do Movimento dos Focolares, Chiara Lubich, em uma das cartas da intensa correspondência que as duas trocaram durante o período da doença.
E os 25 minutos? A mãe da jovem beata conta essa história, que aconteceu logo depois da primeira sessão de quimioterapia a que Luce teve que se submeter:

"Naquele dia, eu não podia acompanhá-la, porque estava com flebite e o médico tinha me proibido qualquer movimento. Depois de duas horas intermináveis, Ruggero e Chiara voltaram. Ela vinha na frente, caminhando lentamente, vestida com a sua jaqueta verde. Tinha o rosto sombrio e olhava para o chão. Perguntei como tinha sido e ela, sem me olhar, respondeu: 'Não diga nada agora', e se jogou na cama com os olhos fechados. Aquele silêncio era terrível, mas eu tinha que respeitá-lo. Eu olhava para ela e pela expressão de seu rosto via toda a luta que estava travando interiormente para dizer o seu ‘sim’ a Jesus. Passaram 25 minutos. De repente ela se girou na minha direção, com o sorriso de sempre, dizendo: 'Agora você pode falar'. Naquele momento eu me perguntei quantas vezes ela iria ter que repetir o seu sim, no sofrimento. Mas Chiara precisou, como eu já disse, de 25 minutos, e desde então nunca mais voltou atrás".

Chiara veio a falecer em 7 de outubro de 1990. Ela mesmo havia preparado tudo: as canções de seu funeral, as flores, o penteado, o vestido de noiva, para a sua 'festa de núpcias' com o Senhor.


"As suas últimas palavras – que não foram o seu último ato de amor, porque esse foi a doação das suas córneas a dois jovens – quando se despediu, foram: 'Tchau mamãe! Esteja feliz, porque eu estou feliz'", relata Maria Teresa.


O processo de Beatificação


A iniciativa do processo de beatificação deve-se ao bispo de Acqui, Dom Lívio Maritano, que conheceu Chiara Badano pessoalmente. Eis a motivação: “Pareceu-me que o seu testemunho foi significativo sobretudo para os jovens. Precisamos de santidade nos dias de hoje. Temos que ajudar os jovens a encontrar uma orientação, um objetivo, a ultrapassar a insegurança e a solidão, os seus enigmas perante os insucessos, o sofrimento, a morte, e todas as preocupações. O testemunho de fé e de fortaleza desta jovem é surpreendente. Impressiona, leva muitas pessoas a mudar de vida, temos testemunhos quase
todos os dias”.

O processo durou 11 anos. A fase diocesana, entre 11 de junho de 1999 e 21 de agosto de 2000, e no Vaticano, entre 23 de agosto de 2000 a 8 de Julho de 2008, quando a Serva de Deus, com o reconhecimento das “virtudes heroicas”, foi declarada Venerável.

Em 10 de Dezembro de 2009, foi proclamado o decreto pontifício sobre o milagre por intercessão de Chiara Badano: a cura imprevista e inexplicável de um rapaz de Trieste, com uma gravíssima forma de meningite fulminante. Os médicos haviam dado-lhe apenas 48 horas de vida.

 

domingo, 28 de outubro de 2012

Duas nomeações de bispos do Brasil para serviços na Cúria Romana


Papa Bento XVI nomeou, neste sábado, 27 de outubro dois bispos brasileiros para  trabalhar em organismos da Santa Sé: nomeou dom Alberto Taveira Correia, arcebispo de Belém (PA), como membro do Pontifício Cor Unum que também conhecido como "Conselho da caridade do Papa" e também nomeou dom Francesco Biasin, bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ) como membro do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso.


domtaveiraDom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará, é membro da Comissão Episcopal para Textos Litúrgicos da CNBB. Foi nomeado Bispo Auxiliar de Brasília, sendo ordenado no dia 06 de julho de 1991, na cidade de Nova Lima – MG. Já foi membro da Comissão Episcopal de Vocações e Ministérios do Conselho Episcopal Latino-Americano – CELAM. Por  mandato da CNBB, foi indicado Bispo Assistente Nacional da Renovação Carismática Católica, função que continua a exercer.

No dia 27 de março de 1996, o Papa João Paulo II criou a Província Eclesiástica e a Arquidiocese de Palmas, tendo Dom Alberto Taveira Corrêa como seu primeiro Arcebispo, onde permaneceu até março de 2010, tendo implantado as principais estruturas da vida eclesial, como a Cúria Metropolitana, Fundação do Seminário e implantação de trinta e cinco das atuais trinta e seis Paróquias da Arquidiocese. Foi presidente do Conselho Episcopal Centro-Oeste da CNBB.

Dom Alberto Taveira Corrêa é membro do Conselho Administrativo da Fundação “Populorum Progressio”, criada por João Paulo II para ajuda às populações camponesas, indígenas e afro-americanas da América Latina, tendo sido seu Vice-presidente por dois mandatos.
Dom Alberto Taveira Corrêa foi nomeado Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará no dia 30 de dezembro de 2009, tendo tomado posse em 25 de março de 2010. É o décimo Arcebispo de Belém e o vigésimo Bispo desde a criação da circunscrição eclesiástica.


dombiasinDom Francesco Biasin é presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o diálogo inter-religioso. Nasceu em Arzercavalli Pádua na Itália, em 06/09/1943. É filho de Attilio Biasin e Vitória Biasin, ordenado sacerdote em 20/04/68 e Bispo em 12/10/2003. Seu lema é Dar a vida pelos irmãos.  Veio para o Brasil em 1972, colaborar como sacerdote na Diocese de Petrópolis (RJ). Foi pároco da Catedral de Duque de Caxias e compôs a equipe de formação do Seminário Paulo VI, Nova Iguaçu, e responsável pelo Centro de Formação de Pádua. Foi nomeado para a Diocese de Barra do Piraí Volta Redonda, em 8 de junho de 2011, transferido da Diocese de Pesqueira (PE). ral de Duque de Caxias e compôs a equipe de formação do Seminário Paulo VI, Nova Iguaçu, e responsável pelo Centro de Formação de Pádua.

História da Paróquia São Sebastião de Guapiaçu



PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO, 80 ANOS DE HISTÓRIA
  


No dia 5 de julho deste ano, a paróquia São Sebastião de Guapiaçu comemorou 80 anos de existência. A primeira capela de Guapiaçu foi construída pelo senhor Francisco Esteves, que com o passar do tempo começou a ficar pequena para o povoado da “Vila de São Sebastião” (primeiro nome da cidade). Por isso, houve a necessidade de construir uma igreja maior. O sacerdote presente no momento era o Padre Henrique Bonchaerts.
Em 1936, a nova Igreja matriz de Guapiaçu começou a ser construída pelo então pároco Olvidio Simon: esta se configurava como uma pequena capelinha, de estilo português, dedicada a São Sebastião.




O estilo da nova igreja tem influência do período da Idade Média e do Renascimento, que com o passar dos tempos sofreu modificações, devido às más interpretações do Concílio Vaticano II. No dia 3 de Março de 1973, chega em Guapiaçu o Padre Mário Tomaczyk, que traz consigo uma nova liturgia, e com isso faz várias modificações na construção original da Igreja.
            Entre o corpo (nave) da igreja e o altar, existia um portão de ferro e uma mureta (balestrado) feita de granito, onde os fieis se ajoelhavam para receber a comunhão. O padre ficava do lado de dentro e distribuía a comunhão para os fieis do lado de fora. Dentro também ficavam os irmãos do Santíssimo, que nas procissões levavam as velas colocadas em armações altas, ao lado do Santíssimo, como guardiões.
            O Altar-Mor original era de madeira e foi trazido da capela que existia antes. Em 1948, o Pe. Fidélis construiu o de mármore, que existe até hoje. O mármore do Altar-Mor veio de fora do país. Ele tem excelente acústica e ótima ventilação, lá o padre rezava a missa de costas para o povo, em latim. A voz do padre era ouvida até o último banco. Na hora da homilia, o padre subia no púlpito (que era na lateral, mais exatamente entre o primeiro e o segundo pilar do lado esquerdo de quem entra), onde ele falava para o povo sem precisar de microfone.

PINTURA:
Em 1952, o Pe. Amaro Muniz contratou o artista plástico Paulo H. Olivieri para fazer a pintura da igreja. Ele usou como tema a bíblia, conforme era feito na Idade Média, em que os pintores representavam nas paredes das igrejas o evangelho.
 Como na Idade Média, o padre Clemente Marrodan usava as pinturas, que existem no teto da igreja para ensinar trechos da bíblia às crianças que estavam sendo preparadas para receberem a primeira comunhão.
A pintura do teto da paróquia representa o Antigo Testamento, do lado direito de quem entra, e do lado esquerdo o Novo Testamento. No centro, há os quatro Evangelistas, e no átrio o inferno e o purgatório com a Nossa Senhora do Carmo. No arco que separa a nave do presbitério temos a pintura de anjos e de Deus-Pai. E no presbitério se tem a pintura de São Sebastião, que é a representação de uma obra do pintor Giovanni Antonio Bazzi, conhecido como Sodoma.
Segundo o pároco João Maria Zanzi, o primeiro batizado na paróquia foi no dia 14 de fevereiro de 1931 e envolveu João Gouvêia, filho de Benedito Francisco Gouvêia e de Alzira Maria Laura Brasilino. O primeiro casamento foi no dia 11 de abril de 1931, sendo os noivos: José Fernandes Garcia e Geronyma Alves Garcia. A primeira missa em português foi celebrada pelo padre Victor Rodrigues de Assis, em 1973.

PADRES:
            Passaram vários padres em Guapiaçu, entre eles: Henrique Bonchaerts, Gregório Nafria, Ovídio Simão, Victor Jesus Herreiro, Victor Rodrigues de Assis, Fidelis Orieta, Amaro Muniz, Clemente Marrodan, Mario Félix Tomaczyk, Lauro Gurgel (compositor do Hino de Guapiaçu), Toshio Wakano, Ladislau Obora e, atualmente, João Maria Zanzi.

ATUAL PÁROCO: PADRE JOÃO MARIA ZANZI
Em agosto de 1979 chega em Guapiaçu o padre Gian ( João) Maria Zanzi, que dá início a um série de movimentos, e impulsionava os que já existiam. Formou o Grupo de Jovem de Guapiaçu, que chegou a ter em torno de sessenta componentes. O grupo, com orientação do padre João, teve uma vida ativa, promovendo campanhas na cidade, como a do agasalho, material de construção para algumas casas, censo, escolinha dominical, e entre vários trabalhos realizados por outros grupos, como o apoio do Padre João.
            Faz 33 anos que o padre João está em Guapiaçu, segundo ele, essa cidade se tornou sua própria família, pois como é da Itália e seus pais já faleceram, tomou todo o povo como sua única família.
            Mesmo já com idade avançada, não se cansa em trabalhar pelo povo de Guapiaçu. Ele atualmente coordena a construção de duas igrejas: Capela São José e Capela São Marcos, que são maiores que a Matriz. E ainda faz um belíssimo trabalho pastoral, com as pastorais e com os movimentos atuantes na paróquia.




São Simão e São Judas Tadeu



São Simão e São Judas TadeuCelebramos na alegria da fé os apóstolos São Simão e São Judas Tadeu. Os apóstolos foram colunas e fundamento da verdade do Reino.

São Simão:

Simão tinha o cognome de Cananeu, palavra hebraica que significa "zeloso".

Nicéforo Calisto diz que Simão pregou na África e na Grã-Bretanha. São Fortunato, Bispo de Poitiers no fim do século VI, indica estarem Simão e Judas enterrados na Pérsia.

Isto vem das histórias apócrifas dos apóstolos; segundo elas, foram martirizados em Suanir, na Pérsia, a mando de sacerdotes pagãos que instigaram as autoridades locais e o povo, tendo sido ambos decapitados. É o que rege o martirológio jeronimita.

Outros dizem que Simão foi sepultado perto do Mar Negro; na Caucásia foi elevada em sua honra uma igreja entre o VI e o VIII séculos. Beda, pelo ano de 735, colocou os dois santos no martirológio a 28 de outubro; assim ainda hoje os celebramos.

Na antiga basílica de São Pedro do Vaticano havia uma capela dos dois santos, Simão e Judas, e nela se conservava o Santíssimo Sacramento.

São Judas Tadeu:

Judas, um dos doze, era chamado também Tadeu ou Lebeu, que São Jerônimo interpreta como homem de senso prudente. Judas Tadeu foi quem, na Última Ceia, perguntou ao Senhor: "Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?" (Jo 14,22).

Temos uma epístola de Judas "irmão de Tiago", que foi classificada como uma das epístolas católicas. Parece ter em vista convertidos, e combate seitas corrompidas na doutrina e nos costumes. Começa com estas palavras: "Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados e amados por Deus Pai, e conservados para Jesus Cristo: misericórdia, paz e amor vos sejam concedidos abundantemente". Orígenes achava esta epístola "cheia de força e de graça do céu".

Segundo São Jerônimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa), sendo rei Abgar. Terá evangelizado a Mesopotâmia, segundo Nicéforo Calisto. São Paulino de Nola tinha-o como apóstolo da Líbia.

Conta-se que Nosso Senhor, em revelações particulares, teria declarado que atenderá os pedidos daqueles que, nas suas maiores aflições, recorrerem a São Judas Tadeu.

Santa Brígida refere que Jesus lhe disse que recorresse a este apóstolo, pois ele lhe valeria nas suas necessidades. Tantos e tão extraordinários são os favores que São Judas Tadeu concede aos seus devotos, que se tornou conhecido em todo o mundo com o título de Patrono dos aflitos e Padroeiro das causas desesperadas.

São Judas é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas.


São Simão e São Judas Tadeu, rogai por nós!


Fonte: http://www.cancaonova.com

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Catequese com o Papa Bento XVI- 24/10/2012


Catequese de Bento XVI na Audiência Geral de quarta- feira

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 24 de outubro de 2012- Apresentamos as palavras de Bento XVI dirigidas aos fiéis e peregrino reunidos na Praça de São Pedro para a tradicional audiência de quarta-feira.
Queridos irmãos e irmãs,
Quarta-feira passada, com o início do Ano da Fé, comecei uma nova série de catequeses sobre a fé. E hoje gostaria de refletir com vocês sobre uma questão fundamental: o que é a fé? Ainda há um sentido para a fé em um mundo cuja ciência e a técnica abriram horizontes até pouco tempo impensáveis? O que significa crer hoje? De fato, no nosso tempo é necessária uma renovada educação para a fé, que inclua um conhecimento das suas verdades e dos eventos da salvação, mas que sobretudo nasça de um verdadeiro encontro com Deusem Jesus Cristo, de amá-lo, de confiar Nele, de modo que toda a vida seja envolvida. 
Hoje, junto a tantos sinais do bem, cresce ao nosso redor também um certo deserto espiritual. Às vezes, tem-se a sensação, por certos acontecimentos dos quais temos notícia todos os dias, que o mundo não vai em direção à construção de uma comunidade mais fraterna e mais pacífica; as mesmas ideias de progresso e de bem estar mostram também as suas sombras. Apesar da grandeza das descobertas da ciência e dos sucessos da técnica, hoje o homem não parece  verdadeiramente mais livre, mais humano; permanecem tantas formas de exploração, de manipulação, de violência, de abusos, de injustiça...Um certo tipo de cultura, então, educou a mover-se somente no horizonte das coisas, do factível, a crer somente no que se vê e se toca com as próprias mãos. Por outro lado, cresce também o número daqueles que se sentem desorientados e, na tentativa de ir além de uma visão somente horizontal da realidade, estão dispostos a crer em tudo e no seu contrário. Neste contexto, surgem algumas perguntas fundamentais, que são muito mais concretas do que parecem à primeira vista: que sentido tem viver? Há um futuro para o homem, para nós e para as novas gerações? Em que direção orientar as escolhas da nossa liberdade para um êxito bom e feliz da vida? O que nos espera além do limiar da morte? 

Destas insuprimíveis perguntas emergem como o mundo do planejamento, do cálculo exato e do experimento, em uma palavra o saber da ciência, mesmo sendo importante para a vida do homem, sozinho não basta. Nós precisamos não apenas do pão material, precisamos de amor, de significado e de esperança, de um fundamento seguro, de um terreno sólido que nos ajude a viver com um senso autêntico também nas crises, na escuridão, nas dificuldades e nos problemas cotidianos. A fé nos dá exatamente isto: é um confiante confiar em um “Tu”, que é Deus, o qual me dá uma certeza diferente, mas não menos sólida daquela que me vem do cálculo exato ou da ciência.A fé não é um simples consentimento intelectual do homem e da verdade particular sobre Deus; é um ato com o qual confio livremente em um Deus que é Pai e me ama; é adesão a um “Tu” que me dá esperança e confiança. Certamente esta adesão a Deus não é privada de conteúdo: com essa sabemos que Deus mesmo se mostrou a nós em Cristo, mostrou a sua face e se fez realmente próximo a cada um de nós. Mais, Deus revelou que o seu amor pelo homem, por cada um de nós, é sem medida: na Cruz, Jesus de Nazaré, o Filho de Deus feito homem, nos mostra do modo mais luminoso a que ponto chega este amor, até a doação de si mesmo, até o sacrifício total. Com o Mistério da Morte e Ressurreição de Cristo, Deus desce até o fundo na nossa humanidade para trazê-la de volta a Ele, para elevá-la à sua altura. A fé é crer neste amor de Deus que não diminui diante da maldade do homem, diante do mal e da morte, mas é capaz de transformar cada forma de escravidão, dando a possibilidade da salvação.Ter fé, então, é encontrar este “Tu”, Deus, que me sustenta e me concede a promessa de um amor indestrutível que não só aspira à eternidade, mas a doa; é confiar-se em Deus como a atitude de uma criança, que sabe bem que todas as suas dificuldades, todos os seus problemas estão seguros no “Tu” da mãe. E esta possibilidade de salvação através da fé é um dom que Deus oferece a todos os homens. Acho que deveríamos meditar com mais frequência – na nossa vida cotidiana, caracterizada por problemas e situações às vezes dramáticas – sobre o fato de que crer de forma cristã significa este abandonar-me com confiança ao sentido profundo que sustenta a mim e ao mundo, aquele sentido que nós não somos capazes de dar, mas somente de receber como dom, e que é o fundamento sobre o qual podemos viver sem medo. E esta certeza libertadora e tranquilizante da fé devemos ser capazes de anunciá-la com a palavra e de mostrá-la com a nossa vida de cristãos. 

Ao nosso redor, porém, vemos todos os dias que muitos permanecem indiferentes ou recusam-se a acolher este anúncio. No final do Evangelho de Marcos, hoje temos palavras duras do Ressuscitado que diz: “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16, 16), perde a si mesmo. Gostaria de convidá-los a refletir sobre isso. A confiança na ação do Espírito Santo, nos deve impulsionar sempre a andar e anunciar o Evangelho, ao corajoso testemunho da fé; mas além da possibilidade de uma resposta positiva ao dom da fé, há também o risco de rejeição ao Evangelho, do não acolhimento ao encontro vital com Cristo.Santo Agostinho já colocava este problema em seu comentário da parábola do semeador: “Nós falamos – dizia – lançamos a semente, espalhamos a semente. Existem aqueles que desprezam, aqueles que reprovarão, aquelas que zombam. Se nós temos medo deles, não temos mais nada a semear e no dia da ceifa ficaremos sem colheita. Por isso venha a semente da terra boa” (Discurso sobre a disciplina cristã, 13, 14: PL 40, 677-678). A recusa, portanto, não pode nos desencorajar. Como cristãos somos testemunhas deste terreno fértil: a nossa fé, mesmo com nossos limites, mostra que existe a terra boa, onde a semente da Palavra de Deus produz frutos abundantes de justiça, de paz e de amor, de nova humanidade, de salvação. E toda a história da Igreja, com todos os problemas, demonstra também que existe a terra boa, existe a semente boa, e traz fruto. 

Mas perguntamo-nos: de onde atinge o homem aquela abertura do coração e da mente para crer no Deus que se fez visível em Jesus Cristo morto e ressuscitado, para acolher a sua salvação, de forma que Ele e seu Evangelho sejam o guia e a luz da existência? Resposta: nós podemos crer em Deus porque Ele se aproxima de nós e nos toca, porque o Espírito Santo, dom do Ressuscitado, nos torna capazes de acolher o Deus vivo. A fé então é primeiramente um dom sobrenatural, um dom de Deus.O Concílio Vaticano II afirma: “Para que se possa fazer este ato de fé, é necessária a graça de Deus que previne e socorre, e são necessários os auxílios interiores do Espírito Santo, o qual mova o coração e o volte a Deus, abra os olhos da mente, e doe ‘a todos doçura para aceitar e acreditar na verdade’” (Cost. dogm. Dei Verbum, 5). Na base do nosso caminho de fé tem o Batismo, o sacramento que nos doa o Espírito Santo, fazendo-nos tornar filhos de Deus em Cristo, e marca o ingresso na comunidade de fé, na Igreja: não se crê por si próprio, sem a vinda da graça do Espírito; e não se crê sozinho, mas junto aos irmãos. A partir do Batismo cada crente é chamado a re-viver e fazer própria esta confissão de fé, junto aos irmãos. 
A fé é dom de Deus, mas é também ato profundamente livre e humano. O Catecismo da Igreja Católica o diz com clareza: “É impossível crer sem a graça e os auxílios interiores do Espírito Santo. Não é, portanto, menos verdade que crer é um ato autenticamente humano. Não é contrário nem à liberdade e nem à inteligência do homem” (n. 154). Mas, as implica e as exalta, em uma aposta de vida que é como um êxodo, isso é, um sair de si mesmo, das próprias seguranças, dos próprios esquemas mentais, para confiar na ação de Deus que nos indica a sua estrada para conseguir a verdadeira liberdade, a nossa identidade humana, a verdadeira alegria do coração, a paz com todos. Crer é confiar com toda a liberdade e com alegria no desenho providencial de Deus na história, como fez o patriarca Abraão, como fez Maria de Nazaré. A fé, então, é um consentimento com o qual a nossa mente e o nosso coração dizem o seu “sim” a Deus, confessando que Jesus é o Senhor. E este “sim” transforma a vida, abre a estrada para uma plenitude de significado, a torna nova, rica de alegria e de esperança confiável. 
Caros amigos, o nosso tempo requer cristãos que foram apreendidos por Cristo, que cresçam na fé graças à familiaridade com a Sagrada Escritura e os Sacramentos. Pessoas que sejam quase um livro aberto que narra a experiência da vida nova no Espírito, a presença daquele Deus que nos sustenta no caminho e nos abre à vida que nunca terá fim. Obrigado.
Ao final o Santo Padre dirigiu a seguinte saudação em português:
Uma cordial saudação para todos os peregrinos de língua portuguesa, com menção particular dos grupos de diversas paróquias e cidades do Brasil, que aqui vieram movidos pelo desejo de afirmar e consolidar a sua fé e adesão a Cristo: o Senhor vos encha de alegria e o seu Espírito ilumine as decisões da vossa vida para realizardes fielmente o projeto de Deus a vosso respeito. Acompanha-vos a minha oração e a minha Bênção.